O Caminhante Caminhando o Caminho


Uma fusão entre
os conceitos do Tao primordial
inspirados em Lao Tsé, o Mestre do Tao,
em seus poemas do Tao Te Ching, o Livro do Caminho e da Virtude
e
os conceitos do Tantra primordial
inspirados em Srii Srii Anandamurti, o Mestre do Tantra,
em seus ensinamentos sobre o Caminho da Bem-Aventurança




Tao é o Caminho. Te é a Virtude da realização do Caminho.

Tantra é a liberação das ataduras da ignorância de forma que possamos bem praticar a Virtude, Te, e nos conscientizarmos de nosso Caminho, Tao.
Tantra também significa a força e a coragem necessárias para que possamos superar os obstáculos da vida, sempre orientados pelo Sublime Caminho e pela Sublime Virtude.




Janine Milward


Editora Estrela do Belém


© 2008




Índice



Livro Primeiro - O Caminho
O Tao e o Te, o Caminho e a Virtude
O Vazio e o Mundo da Não-Manifestação - O Mundo da Manifestação e a Criação – Interioridade e Exterioridade – Não-Mutação e Mutação – Constância, Duração e Eterna Mutação O Eterno Retornoa Luz e a Não-Luz – O Tao e a Criação do Céu e da Terra – o Sublime Yang e o Sublime Yin – A Criação advinda do Vazio – A Sagrada Tríplice Transparência: o Princípio Primordial, o Tesouro do Espírito e o Mestre – Constância e Duração: Linha Contínua e Linha Vazada


Livro Segundo - ...Caminhando...
O Tantra e a Semente do Desejo da CriaçãoSuprema Consciência, mente Cósmica, mente, consciência, Consciência – Os Caminhos da Iluminação e da Liberação – Mente e Luz – A Libertação das Amarras da Ignorância

A Realização da EspiritualidadeA fusão entre o Tao e o Tantra Primordiais: O Caminho da Bem-Aventurança -
Tudo é Mente – Karma e Samskara – Sementes que Nascem de Novo e Sementes Queimadas – Consciência e Discernimento – Ação, Conhecimento e Devoção – Concluindo o ciclo de Karmas e Samskaras – Dharma – Livre-Arbítrio – homem, Homem Sagrado e Bodhisattva – Ação dentro da Não-Ação – Desejo dentro do Não-Desejo – Humildade e Desapego – Terra: Estação de Trabalho e de Iluminação – A Estrela de Seis Pontas – o homem e o Homem Sagrado e a Estrela de Seis Pontas - O Ciclo da Criação e a Triangulação de Forças


Livro Quarto - ... Caminhando...
O Trabalho Espiritual e a MeditaçãoCriação do Universo: a Meditação do Criador – O Mestre e seus Discípulos – Quando o Discípulo está pronto, o Mestre aparece – Mantra Pessoal e Mantra Universal – O Despertar da Kundalini – As Lições de Meditação e as Seis Iniciações Espirituais – Os Passos no Caminho da Meditação: A Busca da Interiorização e Fusão Plenas com a Suprema Consciência – Consciência Iluminada e Infinita – Vida Iluminada e Infinita – Discípulo e Mestre – As Horas mais Recomendadas para a Meditação – A Boa Postura para a Meditação – O Mantra Pessoal – A Visão Interior – Inspiração e Expiração – A Energia Espiritual – O Espírito e o Sopro Primordial – A Fixação – As Rodas do Moinho – O Êxtase Espiritual, Samadhi – O Elixir da Vida – Meditação: do Vazio à Luz e ao Retorno ao Vazio.

O Caminho da Iluminação e o Caminho da Liberação ou Imortalidade
A Expansão da Consciência – Mortalidade e Imortalidade: Iluminação e Liberação – Reencarnação de Universos... – Somos Poeira de Estrelas – Sendo Poeira de Estrelas, podemos voltar a ser uma Estrela? – Os Caminhos – O Caminho da Iluminação: Mente Iluminada e Infinita – A Alquimia do Caldeirão: Transmutação do corpo físico em Corpo de Luz – O Caminho da Iluminação e o Caminho da Liberação ou Imortalidade



Livro Sexto - O Retorno é o Movimento do Caminho

Imortalidade... ou ImpermanênciaO Revirão entre a Não-Existência e a Existência – Tempo e Espaço – Espírito e Alma – Urdimento e Trama do Tear da Criação – A Semente Queimada e o Voto do Bodhisattva – Eu Sou a Consciência Cósmica, a Consciência Cósmica sou Eu



Textos, Livros e Aulas sobre Espiritualidade e Vida na Simplicidade:





com um abraço estrelado,
Janine Milward


Entrada do Sítio das Estrelas

O Caminhante... Epílogo


O Caminhante Caminhando o Caminho
© 2008 Janine Milward

Epílogo


O Caminhante caminhando seu Caminho


O Caminho é o Tao. O Caminho é o Vazio

O Vazio significa a Absoluta Ausência do Tudo, do Tudo e mais ainda, do próprio Nada. Podemos entender o Vazio como a nomeação mais próxima do Tao – que ainda se encontra para além, muito além, de qualquer nomeação – ou mesmo do Vazio...

Não podendo ser referenciado de nenhuma forma, do Tao parte o princípio criador e formador de todas as coisas. Esse princípio, primordialmente, ainda é a não-vida, a não-existência, a não-forma, a não-realidade - que dá berço à vida, à existência, à forma, à realidade. Esse é o Mundo da Não-Manifestação onde o Tudo, o Todo e o Nada - o céu e a terra - são gestados ainda dentro do Ventre do Tao.

O Mundo da Não-Manifestação é um estado puro de onde se origina a Criação advinda do Mundo da Manifestação.

Assim, tudo na Criação parece advir do Vazio em seu primeiro momento e logo depois, tornar-se Luz e Não-Luz. A partir do Vazio, Luz e Não-Luz nos trazem a Vida. Vida nos remonta à Criação que remonta ao Criador que remonta ao todo, tudo, ao nada... ao Vazio... ao Tao.

O Vazio é manifestado através da Luz e Não-Luz que materializam a Mente Suprema, a Suprema Consciência, através da Mente Cósmica, – que ao criar o Cosmos e a Criação neles reflete a Suprema Consciência (que por sua vez tem berço no Tao).

Tudo é mente, manifestada através de Luz e Não-Luz advindos do Vazio.

Enquanto apenas Vazio, estamos falando do Mundo da Não-Manifestação. Enquanto Luz e Não-Luz, estamos falando do Mundo da Manifestação. A Mente Cósmica realiza a ponte entre os dois mundos, imajando a Pura Mente dentro da Luz e da Não-Luz, o Sublime Yang e o Sublime Yin.

Ao entrarmos na encarnação, apenas trazemos conosco a nossa mente coletivizada – por fazermos parte da coletividade da Criação. A Terra, é uma Estação de Trabalho e de Iluminação e, sendo assim, a principal razão pela qual aqui encarnamos é o fato de que este lugar no cosmos permite a plenitude da materialização, do exercício do trabalho e da iluminação da consciência, e dessa forma, nos trazendo a oportunidade de transmutarmos nossa mente coletiva, através do Trabalho, em mente unitária, através da Iluminação - a expansão infinita e iluminada de nossa consciência.

Ao alcançarmos a mente unitária estaremos nos fusionando com a Mente Cósmica: esse é o Caminho da Iluminação. Ainda dentro de nossa encarnação no Planeta Terra, estaremos tendo a oportunidade de não somente alcançarmos a mente iluminada e infinita como também, através da criação da vida em Luz em nosso próprio corpo físico, realizarmos a Alquimia do Caldeirão, nosso Corpo de Luz que nos coloca no Caminho da Liberação ou Imortalidade, com vida iluminada e infinita.

Certamente, a Meditação é uma das mais poderosas ferramentas para a compreensão e prática espiritual dos conceitos sobre o Vazio, a Mente, a Luz e a Não-Luz, Mundo da Não-Manifestação e Mundo da Manifestação... e estará presente em vários Capítulos, nos elucidando sobre sua prática e suas verdades dentro do caminho do trabalho espiritual. O Livro Terceiro, Mente e Vazio, disserta profundamente sobre os passos nas iniciações espirituais e no caminho da meditação.

A conscientização plena da mente pressupõe o aprofundamento da compreensão acerca de nossas ações de vida e suas reações em potencial, Karmas e Samskaras, o auto-conhecimento e o exercício do Dharma, nossa essencial maneira de ser, bem como o correto discernimento, Viveka, das questões da vida como um todo, nossa consciência esclarecida, e sua correspondência através do livre-arbítrio.

O Conhecimento é algo de absoluta importância para a expansão apropriada da mente em Consciência – embora tenhamos que bem discernir acerca de conhecimento, mente, intelecto, consciência.... No entanto, ao final de tudo, ao final de cada ciclo sob o Céu, resta-nos apenas a Devoção à Suprema Consciência, ao Princípio Inicial, ao Tao... O Conhecimento nos traz a Luz e a Não-Luz plenamente fusionadas e corretamente vivenciadas através da Ação, porém é a Devoção que nos devolve ao verdadeiro Vazio...

Ao longo dos Seis Livros de O Caminhante Caminhando o Caminho, falamos sobre todos esses conceitos porém através da visão, da perspectiva a partir da fusão entre os ensinamentos do Tao e do Tantra primordiais.

Tao é o Caminho – é o Absoluto Vazio, é ainda aquilo que está além da própria Criação, da própria Mente Cósmica, além de qualquer possibilidade de ser descrito em palavras ou mesmo de ser apreendido sem que nossa mente esteja plenamente expandida e infinitizada para tanto, ou seja, iluminada.

Tantra significa nos liberar das ataduras da ignorância, nos proporcionando uma compreensão plena das verdades da vida e de nosso Caminho rumo ao Tao. Também Tantra significa a força e a coragem que devemos ter para vivenciarmos nossa vida dentro dos Caminhos da Iluminação e da Liberação ou Imortalidade.

Lao Tsé, o Mestre do Tao, nos revelou toda sua sabedoria em seus 81 poemas contidos em seu Livro do Caminho e da Virtude, o Tao Te Ching. Sendo Tao o Caminho, o Te é compreendido como a Virtude - toda nossa ação e prática de vida no sentido de bem nos orientarmos em nosso Trabalho e em nossa Iluminação.

Srii Srii Anandamurti, o Mestre do Tantra, nos revelou toda sua sabedoria através de seus ensinamentos sobre o Caminho da Bem-Aventurança, sobre como devemos nos liberar da ignorância que nos ata em toda nossa ação e prática de vida no sentido de bem nos orientarmos em nosso Trabalho e em nossa Iluminação.

Possivelmente, o Tantra surgido na antiga Índia seja ainda mais antigo do que o Tao surgido na antiga China. Pessoalmente, eu sinto e apreendo os ensinamentos do Tao bastante voltados para nossa base estrutural do pensamento e da iluminação da mente (e da ação no trabalho, certamente, por que não?). E sinto os ensinamentos do Tantra mais voltados para nossa base estrutural da ação no trabalho (e da iluminação da mente, certamente, por que não?).

A proposta destes seis livros contidos nesta obra – O Caminho Caminhando O Caminhante Caminhando O Caminho... e O Retorno é o Movimento do Caminho – é de nos conscientizarmos mais e mais e a cada momento de nossa vida, em relação a tudo aquilo que é apenas efêmero, transitório, passageiro, em constante mutação, e a tudo aquilo que é eterno, imutável e de nos fazer olhar para o princípio, para o durante, e para o fim de tudo na natureza do céu e da terra, com o mesmo olhar... porque tudo, em verdade, faz parte de um ciclo... até a própria criação da Criação... , e orientar nossas ações e nossos passos voltados para a iluminação e infinitude de nossa consciência.

Essa iluminação e infinitização da consciência vai nos direcionar à compreensão de que também nós somos assim como aconteceu, acontece e acontecerá em nosso universo, ou seja, este nasceu de uma semente – o Vazio – que, contendo em si mesma a eternidade da Vida (que por sua vez é o espelho da Mente Cósmica que realiza a Criação), explode essa Vida em Luz e Não-Luz, a Grande Explosão, o Big Bang, e toda a Vida contida nesta semente primordial vai se transmutando em Vida após Vida – e hoje somos a realidade incontestável desta mutação de Vida – até que um dia.... a Luz e Não-Luz terminam – porém não a Vida (que por sua vez é o espelho da Mente Cósmica que realiza a Criação). E novamente acontece o Vazio, contenedor de Vida dentro da semente primordial que dará Luz e Não-Luz a um novo universo..... Assim também somos nós.

Sempre tudo está em mutação – o Eterno Retorno. A única não-mutação é a própria eterna mutação – dentro da interioridade e da exterioridade do Mundo da Manifestação criado a partir da Mente Cósmica que, por sua vez, advém da Suprema Consciência, da Mente Suprema, do Tao do Mundo da Não-Manifestação – esse sim, absolutamente imutável e interiorizado.

Dessa forma, Espírito e Alma, o Sublime Yang e o Sublime Yin, a Luz e a Não-Luz, habitam nossa mente desde sempre, através dos ciclos da natureza, da vida, da existência sob o céu aos quais vamos vivenciando... Ao longo das milhares e milhares mutações em encarnações dentro dos vários ‘estágios’ da Criação, o homem é aquele que, através da expansão gradual e ilimitada de sua mente, se conscientiza de que pode se tornar co-autor da Criação – a partir do momento em que consegue iluminar e infinitizar sua mente, fusionando-a à Mente Cósmica. É a mente transmutada em Luz e Não-Luz, o Yang e o Yin Sublimes e estruturais do Mundo da Manifestação.

Com a mente transmutada em Luz e em Não-Luz, o Tai Chi, o Homem Sagrado parte então para materializar esta Consciência Iluminada e Infinita em corpo físico iluminado e infinito, ou seja, Vida Iluminada e Infinita. Esse corpo físico torna-se o Corpo de Luz, já pronto para também criar a Criação, ou seja, transmutar-se como corpo materializado e iluminado – uma estrela - dentro da eterna mutação da Vida do universo, de universo em universo, de Criação em Criação, plenamente fusionado à Suprema Consciência advinda do Mundo da Não-Manifestação.

Nesse momento, o Homem Sagrado escolhe, a partir de seu Dharma, sua forma essencial de ser, seu caminho: pode tornar-se uma estrela, pode sustentar com sua Luz intrínseca um Sol com seus Planetas, pode dar vida a uma galáxia, a um universo, a um novo universo... Ou o Homem Sagrado pode resolver-se por retornar à Roda da Vida da encarnação em um planeta assim como a Terra – estação de Trabalho e de Iluminação -, tornando-se um ser de compaixão, um Bodhisattva, um verdadeiro Mestres Iluminado (sempre exercendo a Humildade), trazendo sua Vida e sua Consciência infinitas e iluminadas a serem doadas a todos os outros seres que ainda se encontrem em seus caminhos de evolução espiritual, até o último deles...

Esses são o Caminho da Iluminação e o Caminho da Liberação ou Imortalidade – temas estruturais dessas páginas contidas nos Cinco Livros que perpassam através do Caminho caminhando o Caminhante caminhando o Caminho. E, finalmente, no Sexto Livro que espelha as palavras de Lao Tsé, o Mestre do Caminho: O Retorno é o Movimento do Caminho.

O Caminhante Caminhando o Caminho
© 2008 Janine Milward
Epílogo

Quinto Livro .... Caminhando.... - Trecho


O Caminhante Caminhando o Caminho
© 2008 Janine Milward

Quinto Livro


... Caminhando...



O Caminho da Espiritualidade

O Trabalho Espiritual e a Meditação

......................................... (o começo do Capítulo aparece no original)

O Mestre e seus Discípulos

O Mestre é como um grande rio que caminha para o mar, o Tao da Criação, carregando consigo seus discípulos, os outros pequenos rios (os mestres), os riachos (os pequenos mestres), os regatos (os iniciados), os olhos d’água (os iniciantes)...

O Caminho da Espiritualidade começa assim como um pequeno olho d’água que surge naturalmente – assim como o Tao – em qualquer lugar, no vale ou na montanha. Esse pequeno olho d’água vai avolumando seu líquido transparente, cristalino, formando quase como um pequeno lago, escondido pelas plantinhas e pelo capim molhado. Então, porque o volume de águas ainda crianças cresce, passa a escorrer, andar, correr alegremente, buscando sempre as brechas mais profundas entre a terra agradecida por sua passagem, por seu desfilar carregando vida.

Correndo, correndo, sempre buscando por lugares mais baixos, essas crianças-águas vão se empurrando, enrolando, marolando, montanha abaixo, saciando nos morros verdes a sede do gado que pasta, buscando os vales, enveredando pelas matas, encantando pedras e criando peixes.

Ao longo de seu caminho, o regato vai encontrando seus outros amigos, outras águas já adolescendo, crescendo, avolumando, espelhando em seus pingos as nuvens corredeiras dos céus que lhes cobrem por todos os lugares por onde vão passando, desfilando, já cantantes e cada vez mais alegres e agradecidas pela vida que vão esparramando em suas margens, criando margens... é agora um riacho.

Chega o momento em que essas águas-adolescentes tonam-se maduras, crescidas e recebem sua maioridade através o nome de rio.

O rio é sempre o encantamento de todos os seres, é a certeza da continuidade da vida, é a compreensão mais clara e límpida e transparente do ciclo da própria vida: águas que descem dos céus expulsas pelas chuvas, que criam olhos d’água, que formam lagos que derramam e correm pelas terras encontrando-se com suas outra águas amigas e vão se tornando um rio, vida de rio que cria a vida.

O rio continua seu caminho em seu desfilar mais garboso, mais sério, mais amadurecido. Vai também encontrando seus amigos-rios de águas alforriadas que se juntam; cada vez mais avolumando, encorpando, crescendo, amealhando vida para mais e mais vida fazer acontecer.

Finalmente, o volumoso rio encontra seu rio-mestre chamado de mar, aquele que sempre o atraiu, desde que nasceu como vida manifestada em pequeno olho d’água, esquecido em algum lugar, quase oculto, porém sempre vivo.

O mar, o mestre das águas, chama para si todos os rios que já chamaram para si todas as outras águas que lhes eram vizinhas.... Ali, sob e sobre o mestre das águas - o mar, - os rios descansam, se misturam, se despersonalizam, perdem seus nomes, perdem a cor de suas águas, perdem seu volume, perdem suas ondinhas corredeiras que outrora correram cantantes por todas as pedras, superando todos os obstáculos – vida que sempre traz vida.

Na imensidão do conjunto de todas as águas - o mar - tudo se torna sempre da cor do céu, ora azul, ora plúmbeo, ora cor de nada nem de ninguém, cor de dia, cor de noite, cor do mar.

No mar, os rios encontram outros seres, outras vidas, continuam a ser vida que cria vida.

Até que um dia, aquela águinha ... que um dia foi rio, que um dia foi riacho, que um dia foi regato, que um dia foi um olho d’água.... sobe para o céu, assim como se fosse uma sutil fumaça, para tornar-se a fumaça das nuvens sutis que haverão de correr pelos céus, brincando sempre com a terra, prometendo um dia voltar, em um pingo de chuva, lágrima do céu, vida que sempre renova a vida.
......

O Caminho da Espiritualidade começa assim como um pequeno olho d’água que surge naturalmente – assim como o Tao – em qualquer lugar, no vale ou na montanha.

Ao formar um pequeno lago, o Caminhante passa a ter a consciência sobre si mesmo, em sua Missão de Encarnação na Terra – porque agora já pode espelhar o céu!

O pequeno lago sempre vai encontrar uma brecha por onde suas águas sempre crescentes vão começar a realizar seu Caminho.

Quando o regato encontra seus amigos – sua família espiritual – torna-se um riacho.

Sempre correndo através os campos, o riacho vai cada vez mais encontrando-se com sua família espiritual, seus amigos, tornando-se mais e mais encorpado até que é alforriado, já plenamente amadurecido em suas águas, como rio.

O Mestre é como um grande e volumoso rio que corre recolhendo todas as águas vicinais que se lhe aproximam, que buscam por essa absoluta fusão.

O grande rio, no entanto, o Mestre, também continua percorrendo seu próprio Caminho carregando consigo todos os seus discípulos – olhos d’água, regatos, riachos, outros pequenos rios.....

Entre esses outros pequenos rios e mesmo entre os riachos e simples regatos e até mesmo entre os olhos d’água também existem mestres caminhando seus Caminhos da Espiritualidade. Podemos então chamá-los de pequenos mestres ou mestres. No entanto, Mestre é o grande e volumoso rio, prestes a desembocar na imensidão do mar e lá se fusionar plenamente...

O Mestre é aquele que demonstra em si mesmo o ciclo da vida através da vida que nos é dada e sempre devolvida através das águas. Fundamentalmente, o Mestre nos mostra que durante sua vida, ele atrai para si todas as outras águas dispersas no Caminho.... e ao final de sua vida, fusiona-se plenamente com o mar, com o Tao da Criação, em total desapego de sua identidade individual, voltando a fazer parte do tudo, do todo e do nada do Vazio – ao retornar aos céus sem mesmo poder ser visto pelos outros seres, em forma de fumaça sem cor, sem forma, sem nada.

Apenas um Vazio. O Caminho é o Vazio. O Caminho é o Tao.


Quando o Discípulo está pronto, o Mestre aparece

Guru e Acarya – o Mestre e o Professor Espiritual

Quando chega o momento de o Caminhante entrar em contacto de forma mais intensa com sua espiritualidade, é realizada a Iniciação Espiritual na Meditação. A Iniciação é um verdadeiro renascimento!

Tradicionalmente, a Iniciação era ministrada diretamente pelo Mestre, o Guru. Quando isso não é possível de acontecer, o monge ou monja ou o professor espiritual servem como Acarya – aquele que ensina através de seu próprio exemplo – do Guru.

É bom lembrarmos que sempre que o discípulo está pronto, o mestre, o Guru aparece – seja pessoalmente, quando possível, ou seja através de um seu representante espiritual nomeado adequadamente, o Acarya.

O Acarya é o representando do Guru e o Guru é o representante de Brahma, de Deus, da Consciência Cósmica. Brahma é uma palavra em sânscrito e significa literalmente ‘grande’. Brahma é o ser superior que está dentro de cada um de nós, e que no entanto, devido ao véu de ignorância, não podemos perceber o guia que existe dentro de nós e assim precisamos da ajuda de um mestre realizado. Através do Guru, Brahma se manifesta totalmente.

Guru é uma palavra em sânscrito que significa o mestre espiritual iluminado e que tem, portanto, o dom de guiar seus discípulos em direção á iluminação. "Gu" significa aquele que dispersa e "ru" significa escuridão. Aquele que dispersa a escuridão, que traz a Luz, que aponta o Caminho da Luz, da Iluminação, esse é o Guru.

Sânscrito é uma língua construída há milhares de anos atrás de uma tal maneira que trouxesse uma expansão da consciência. Os antigos yogis concentram-se profundamente e meditaram intensamente até encontrarem 49 glândulas sutis encravadas nos sete chacras do corpo humano. Cada glândula possui um determinado som, uma vibração sonora percebida pelos mestres yogis e condensadas em 49 letras de um alfabeto que deu estrutura à língua sânscrita. Sânscrito – Sam’skrt – significa "bem feito, bem realizado".

O Guru pode ser um grande mestre ou simplesmente um bom mestre.

O grande Mestre, o Guru verdadeiro, é aquele que tem o poder de doar a Liberação – Mukti - ao aspirante espiritual – Sadhaka – que cumpre com sua jornada de trabalho de meditação cotidiana, de práticas espirituais e de modo de vida espiritualmente orientado.

A Liberação é o desenlace total dos Samskaras acumulados de forma que o aspirante espiritual possa alcançar a Consciência Suprema ainda nesta vida. Karma é ação e Samskara é a reação em potencial.

Assim, no momento da Primeira Iniciação na Meditação, o aspirante espiritual, o Sadhaka, recebe de seu Acarya representando seu Guru, as instruções para a realização de seu trabalho espiritual, sua Sadhana.


Mantra Pessoal e Mantra Universal

Sentado em seu silêncio interior absoluto, o Caminhante começa a entoar seu mantra essencial e pessoal, o Ista Mantra.

O mantra pessoal são duas pequenas palavras de apenas uma sílaba cada uma – para a inspiração e para a expiração – que traduzem profundamente a energia da pessoa em relação à totalidade da Criação.

Esse mantra seguirá junto com a pessoa ao longo de sua vida, durante todas as suas meditações. E não apenas durante a meditação o mantra é essencial. Podemos pensar interiormente e falar intimamente nosso mantra pessoal a todo instante, todo o tempo, a cada inspiração e a cada expiração, a té a nossa última expiração...

Assim, o mantra dever ser pulsativo – de acordo com a respiração; ideativo – cada palavra pronunciada cria uma imagem mental a qual se refere; e vibratório – adaptado à vibração mental individual.

O Ser Supremo é Um, e se chama OM. O mais elevado mantra é OM: A-U-M. Todos os outros mantras emanam de OM. Todos os mantras os quais nós possamos pensar, de fato todas as línguas, se encontram ocultas nessa única sílaba cósmica: OM.

No entanto, podemos ser iniciados dentro do mantra OM, sim, mas comumente existem outros quatro mantras em sânscrito que melhor se adequam às diferentes personalidades dos Caminhantes. Enquanto OM seria mais indicado para Caminhantes que já possuem uma consciência bastante expandida, realmente. Porém o mantra OM pode ser entoado grupalmente, por exemplo, quando se quer elevar o estado espiritual de um grupo de pessoas.
.....

No Tantra, Krishna, Raama, Shiva ou Devi são os tipos básicos de personalidade identificados com essas deidades que representam aspectos de Paramapurusa, Brahma, a Consciência Suprema manifestada.

Raama identifica os Caminhantes bastante voltados para suas realizações planetárias no sentido familiar, da verdadeira união física e espiritual entre o homem e a mulher, marido e esposa e filhos. Nesse caso, o Ista Mantra será entoado através do Raama Mantra.

Shiva identifica os Caminhantes mais introspectivos que procuram realizar suas vidas mais distante das cidades, longe dos aspectos sociais, longe do barulho, mais próximos ao silêncio e à interiorização. Nesse caso, o Ista Mantra será entoado através do Shiva Mantra.

Krishna identifica os Caminhantes voltados para tudo aquilo que a sociedade pode nos oferecer ao longo de nossa vida: é uma pluralidade de escolhas e ações socialmente realizadas.

Durga ou Devi identifica os Caminhantes mais voltados para os aspectos Yin, femininos, da grande mãe simbólica no sentido da proteção aos filhos do mundo, da compaixão e do amor, da imensa sensibilidade da energia feminina como um todo. Nesse caso, o Ista Mantra será entoado através do Devi Mantra.
.....

Obviamente, sendo o mantra passado através do ato da Iniciação entre mestre e discípulo e fundamentalmente sendo um mantra absolutamente pessoal, suas duas palavras são conhecidas apenas no ato da Primeira Lição. Também é importante que este mantra seja guardado intimamente como um segredo do coração do Caminhante, preferivelmente sendo entoado ao longo de toda sua vida, principalmente na hora de suas últimas inspiração e expiração...

Certamente entendemos que existem mantras nas diferentes línguas para se adequarem aos também diferentes aspectos da espiritualidade e da religiosidade.

Mantra Universal

Existem os mantras vários chamados de "universais", ou seja, que podem ser entoados em voz alta, em grupos ou solitariamente, privadamente ou socialmente.

Srii Srii Anandamurti nos ensina o mantra universal para o Caminho da Bem-Aventurança:

BABA NAM KEVALAM

que significa Somente a Suprema Consciência Existe – A Suprema Consciência a tudo permeia – Somente existe amor divino...... Baba quer dizer "pai amado".

Esse é um mantra para ser entoado a todo momento, em todos os lugares, em voz alta, cantando, tornando-o letra de todas as peças musicais, dançando o Kiirtan... ou mesmo apenas dizendo o mantra interiormente.


O Caminhante Caminhando o Caminho
© 2008 Janine Milward

Quinto Livro

... Caminhando...

Livro Terceiro... O Caminhante - Trecho


O Caminhante Caminhando o Caminho
© 2008 Janine Milward


Livro Terceiro


O Caminhante


A Realização da Espiritualidade

A fusão entre o Tao e o Tantra Primordiais


O Caminho da Bem-Aventurança

................................................................ (o começo do Capítulo aparece no original)

Karma e Samskara
Ação e sua Reação imediata ou em potencial

De uma maneira geral, estamos sempre ouvindo – ou mesmo falando – sobre tal evento ou situação ou pessoa que representam aquilo que (erroneamente) entendemos como nosso Karma..., na expectativa de que, com isso, estamos nos referindo ao peso, ao obstáculo, à situação desagradável ou penosa que temos que enfrentar em nossas vidas...

No entanto, não necessariamente Karma quer significar peso, obstáculo, situação desagradável ou penosa.... Não. A verdade é que Karma significa ação. Nossas ações de vida, todas, são denominadas de nossos Karmas.

E certamente, compreendemos que toda ação traz uma reação – seja ela uma reação mais imediata (ou podendo acontecer ainda dentro da mesma vida quando a ação, Karma, tenha sido praticada); ou seja ela em seu sentido de reação em potencial (podendo acontecer ainda na mesma vida bem como sendo a reação de ações praticadas em outras vidas anteriores).

Ação é Karma. O resultado de nossas ações se chama Samskara.

A Criação é a manifestação, o espelho da Mente Cósmica que por sua vez traduz a Suprema Consciência, o Tao da Criação.

Assim, toda a Criação é também mente. No entanto, aparentemente, somos nós, os seres humanos, os detentores da possibilidade de, primeiramente, expandir infinitamente e iluminadamente esta mente, transmutando-a em consciência e, em seguida, em Consciência iluminada e infinita, fusionada à Suprema Consciência, ao Tao da Criação.

Mente, Intelecto e Consciência

Quanto estamos sob as limitações, em nossa mente, somos parte do coletivo – Jiiva - ainda vivendo na escuridão da ignorância. Somos então dominados pelo medo e pelas questões terrestres apenas.

Quando ultrapassamos as limitações em nossa mente e alcançamos a liberação da mesma, alcançamos o Uno, Shiva, e com ele nos fusionamos.

Dessa forma, é importante que saibamos que, sendo seres que usam sua mente, aprendemos que antes de mais nada, também é a mente a causa das limitações bem como a causa da Liberação.

Existem então formas que poderemos nos impor para ultrapassar a ignorância de nossa mente – essa é a meta de realização de nossa vida.

É a mente que realiza a ação. E portanto é a mente que desfruta das vicissitudes e das virtudes dessas ações.
Quaisquer ações que pratiquemos, são gravadas suas impressões em nossa mente. São reações em potencial. Karmas e Samskaras.

Quando a mente se deforma – a partir da prática de ações negativas e da colheita das reações semelhantes -, ela tem intrinsecamente a tendência a retornar à sua forma original, ou seja, mente pura, cristalina, infinita e iluminada.

Dessa forma, podemos entender também que Samskara é a tendência da mente a retornar à sua forma original, ou seja, à Fonte Primordial, o Tao da Criação.

Sementes que nascem de novo e Sementes Queimadas

O Retorno à Fonte Original realizado pela mente expansionada buscando sua iluminação e infinitude, acontece quando o homem decide caminhar seu Caminho da Iluminação.

Lao Tsé, o Mestre do Tao, nos diz:

... Uma longa jornada inicia-se debaixo dos pés... (2)

O Caminho da Iluminação alcança sua plenitude quando o homem torna-se Homem Sagrado, com mente iluminada e infinita. No entanto, esse homem tornado sagrado, ainda é considerado Semente que nasce de novo, ainda pertence à Roda da Vida, a Samsara, na medida que, ao morrer parte para verdadeiros Nirvanas, sim, porém ainda precisa retornar à encarnação, à materialização, para poder bem realizar seu Caminho da Liberação, ou seja, vida iluminada e infinita e então, finalmente, tornar-se a Semente Queimada, já tendo conquistado plenamente a finalização de sua Samsara, a Roda das Encarnações, assim como a conhecemos.

O homem sempre se encontra diante de duas possibilidades em relação ao fato dele, o homem, como tudo no universo, ser uma semente. Num primeiro momento, poderíamos pensar que é bom "ficar para semente". Certamente também esse ponto de vista é correto quando quer significar deixar bom trabalho e bons exemplos como herança na Terra...

Mas, por outro lado, a sabedoria do Tantra (Tantra significa libertação da escuridão da ignorância) e revelada por seu mestre, Srii Srii Anandamurti, nos diz que existem homens e Homens Sagrados, ou seja, existem as sementes que voltam a produzir (re-encarnarem novamente na Terra ou em outros planetas do mesmo nível) ou existem as sementes "queimadas", aquelas que não mais voltam a encarnar.

Assim o homem é aquele que é a semente que nasce de novo e o Homem Sagrado é aquele que representa a "semente queimada", Dagdhabiija.

A "semente queimada" existe a partir da queima total de todos os Samskaras, provido o fato de que também não existem mais criações de Karmas - sempre a ação é correta não produzindo, dessa maneira, sua reação em potencial.

Consciência e Discernimento

Sabedores que, para não mais fazermos parte da Samsara, a Roda das Encarnações assim como a conhecemos, temos que realizar a total queima de todas as reações, negativas ou positivas – os Samskaras – para nos tornamos Sementes Queimadas e plenamente realizarmos nosso Caminho da Iluminação e Caminho da Liberação..., nos vem à mente a questão fundamental:

- Como então podemos ir além dos Karmas e Samskaras?

Esse é o papel da consciência. O que é consciência? Consciência é discernimento – Viveka.

Essa consciência discriminativa, esse discernimento, sempre está entre a escolha de realizar uma ação boa ou uma ação ruim – existe então um julgamento.

Quando se age corretamente, Vidya, temos a consciência regendo a mente e podemos retornar à Consciência Suprema. A ação incorreta leva à degradação, Avidya.

O bom discernimento, Viveka, precisa muito bem definir a diferença entre aquilo que é eterno, Sat, e aquilo que é transitório, Asat. Também é importante discernir entre a dualidade e a unidade. O mundo da coletividade, Jiiva, acolhe o transitório e a dualidade. Somente a Suprema Consciência é a própria eternidade, é a própria unidade, Shiva.

Ação, conhecimento e Devoção
Karma, Jinana e Bhakti

Compreendemos também que o homem é aquele que funciona sua mente através do intelecto – que é extremamente limitado... Quando a mente consegue ultrapassar a limitação do intelecto, ela atinge a plenitude do Conhecimento.

O Conhecimento, Jinana, é muito importante porque é o instrumento que nos ajuda a identificar nossa meta e como alcançá-la.

Conhecendo nossa meta, é preciso a Ação, Karma, para se chegar até a ela. A Ação, sem reação, sem Samskara, é Karma. Apenas agir o Karma, a Ação, mecanicamente, não nos leva ao aprofundamento em nossa essência espiritual – é preciso então, Bhakti, a Devoção.

Uma vez tenhamos obtido a plenitude do Conhecimento, podemos jogá-lo fora, prescindir dele, porque o mais importante em nosso Caminho para a Liberação é a Ação plena de Devoção. Assim, o Conhecimento apenas não é suficiente para se alcançar a Suprema Consciência, o Tao da Criação.

O Conhecimento tem que ser aliado à Ação, Karma, e fundamentalmente, à Devoção, Bhakti. Dessa forma, a Devoção, Bhakti, é a meta final a ser atingida para que o aspirante espiritual possa vivenciar e ultrapassar seus Samskaras adquiridos.

Em suma, a essência de tudo é conseguirmos usar nossa mente, nossa consciência discriminativa, nosso discernimento, nosso julgamento – Viveka – para irmos além do intelecto, que é extremamente limitado. Assim fazendo, conseguimos realizar os três princípios fundamentais – Conhecimento, Ação e Devoção – de maneira plena para alcançarmos nossa meta, a Consciência Suprema . Esse é o Caminho da Liberação.

Assim, a conclusão é: enquanto existirem Samskaras, não existe Liberação. Qualquer ação, seja boa ou seja ruim, cria Samskaras. Se praticamos uma boa ação, trazemos boas reações, bons Samskaras para nossa vida: se praticamos uma má ação, trazemos Samskaras ruins para nossa vida....

Concluindo o Ciclo da Karmas e Samskaras...

Se enquanto existirem Samskaras (as reações imediatas ou em potencial em relação às ações praticadas), o homem não pode tornar-se Homem-Sagrado em sua plenitude..., como podemos ir além desse ciclo de Samskaras? Qual é a saída?

Primeiramente, temos que compreender que devemos realizar nossas ações pela sua realização intrínseca e não pelos seus resultados.

Assim, não procurar pelos resultados de nossas ações é a primeira saída para irmos além do ciclo de Samskaras, sejam bons ou ruins.

A ação correta certamente trará o resultado correto – mas isso não deverá fazer parte de nossa preocupação, de nossa intenção. Quando existe a preocupação ou intenção, o esforço não é completo.

A ação deve sempre ser realizada sem expectativas de seus resultados. É o Wei Wu Wei, a Ação através da Não-Ação.

O Caminho é uma constante não-ação
que nada deixa por realizar (9)

A boa caminhada não deixa rastros ou pegadas (10)

O Grande Caminho é vasto
.....
Conclui a obra sem mostrar sua existência
........
Assim, o Homem Sagrado nunca age como grande
Por isso pode atingir sua grandeza (11)

Em segundo lugar, devemos abandonar o ego, o autor das ações realizadas.

Apenas realizar a ação correta sem manter expectativas quanto ao resultado, não é ainda o suficiente: é preciso também abandonar o eu, o ego, a expectativa do reconhecimento do trabalho realizado.
Concluir o nome, terminar a obra, retirar o corpo
Este é o Caminho do Céu (12)

As pessoas tem um ego
Somente eu o ignoro considerando-o precário
O que quero que me distinga dos demais
É valorizar o alimentar-se da Mãe (7)

Se compreendermos que nossa mente é, na verdade, uma manifestação, um espelhamento, da Mente Cósmica advinda da Suprema Consciência, e nos conscientizando que sua maneira natural de ser a coloca no caminho de trazê-la da deformidade à perfeição absoluta..., certamente entenderemos o que nos diz Srii Srii Anandamurti, o Mestre do Tantra, em relação ao Princípio Primordial da Criação, a força vital:

Você nunca está sozinho ou abandonado...
A força que guia as estrelas, guia você também.

Finalmente, devemos oferecer tudo em nossa vida ao Tao da Criação, à Suprema Consciência. Esse oferecimento acontece através da realização de nosso Dharma, ou seja, da realização plena de nossa essência primordial.

Dharma

O homem se orienta pela terra
A terra se orienta pelo céu
O céu se orienta pelo Caminho (o Tao)
E o Tao se orienta por sua própria natureza (1)

Lao Tsé, o Mestre do Tao, assim nos orienta a respeito do Dharma primordial, ou seja, o Tao se orienta por sua própria natureza..... Podemos, então, entender o Dharma como sendo a característica essencial de nosso ser, nossa natureza essencial, nossa própria maneira de ser.

Também Dharma nos remete à alegria de fazermos parte de uma coletividade dentro da Criação – Jiiva - e, com a plena consciência em relação à nossa natureza essencial, prestarmos nossos serviços a todos os seres – no entanto, sempre voltados para nossa Unidade essencial, Shiva.

Dessa forma, quando falamos sobre o Dharma, nos lembramos da consciência coletiva e da consciência unitária:

- A consciência coletiva, Jiiva, é a própria Criação, em sua multiplicidade infinita e sempre em eterna mutação, em seus ciclos infinitos de vida, morte, vida, morte..., bem como a interiorização e fundamentalmente, a exteriorização.

- A consciência unitária, Shiva, é advinda da Mente Cósmica que faz brotar a Criação, nela manifestando a unicidade absoluta da Suprema Consciência, o Tao da Criação, que representa a plenitude da não-mutação... e certamente, apenas interiorização.

A consciência coletiva nos leva à realização de nosso Trabalho de Encarnação. A consciência unitária nos leva ao nosso Caminho da Iluminação e posteriormente, ao Caminho da Liberação ou Imortalidade: o Retorno à Fonte Primordial.

Assim, Dharma revela nossa alegria imensa de retornarmos à nossa Fonte Primordial, de nos fusionarmos à Suprema Consciência, de nos tornarmos unos com a Consciência Una.

Através dos tempo e do espaço, do Vazio e da Luz, vamos vivenciando cada vez mais a ampliação de nossa mente até que se torne mente iluminada e infinita. E é através da forma com a qual vamos vivenciando este processo dentro da Samsara, a Roda da Vida, as encarnações junto à mutação da Criação, vamos elaborando nossa natureza essencial, nosso Dharma.

Então, assim como acontece com Karmas e Samskaras – ações e reações em potencial – o Dharma é também algo que vamos construindo ao longo de nossas vidas: o ser essencial, a natureza própria que existe em cada um de nós, é como uma longa estrada caminhada passo a passo – com consciência a cada passo. É o Livre-Arbítrio.

Livre-Arbítrio

O verdadeiro Livre-Arbítrio é aquele que chega até nós quando finalmente estamos vivenciando nosso Dharma em toda sua plenitude, ou seja, quando já nos encontramos em nosso Caminho da Iluminação, com vistas a também posteriormente trilharmos nosso Caminho da Imortalidade ou Liberação – mente e vida infinitas e iluminadas.

Certamente que também o Livre-Arbítrio nos acompanha desde sempre, a cada passo nesta longa estrada que viemos caminhando, desde o começo desse universo do qual fazemos parte atuante e constante e sempre em mutação.

Porém, como já vimos anteriormente, temos que aprender a trabalhar nossa mente de maneira tal que eliminemos todos os Karmas e Samskaras negativos. Talvez esse seja o maior aprendizado em relação ao bom uso do nosso Livre-Arbítrio.

O melhor Livre-Arbítrio é aquele que nos orienta no sentido da eternidade e nos elucida em relação a tudo aquilo que é apenas efêmero, transitório. A própria escolha entre o vivenciar um tema ou outro faz parte de nossa maneira essencial de ser, nosso Dharma.

homem, Homem-Sagrado e o Bodhisattva

Ao final do Caminho da Iluminação, já como Homens-Sagrados-a-virem-a-ser, temos em frente a nós um momento absolutamente decisivo em relação à maneira como vivenciamos nosso Dharma e como agimos nosso Livre-Arbítrio.... A pergunta se faz: vamos continuar, seguir em frente, ou vamos parar? Ou seja, vamos nos colocar em nosso Caminho da Liberação ou Imortalidade e realmente nos tornarmos Homens-Sagrados com a transmutação plena de nosso corpo físico em Corpo de Luz – com mente e vida infinitas e iluminadas?

E, em seguindo nosso Caminho da Liberação, conseguimos finalmente – após tantas e tantas encarnações – nos tornarmos uma estrela, um Homem-Sagrado.... qual deverá ser nosso caminho?

..... Devemos nos tornar a Semente Queimada que sai da Roda das Encarnações assim como a conhecemos e nos lançarmos como mentores ou guardiões da vida em desenvolvimento da Mente Cósmica dentro desse nosso Sistema Solar.... ou em outro lugar da Galáxia... ou em outra galáxia, quem sabe em outro universo, ou ainda além, quem sabe dar berço a um novo universo?

..... Ou devemos nos tornar um Bodhisattva, um ser de compaixão, que ainda prefere continuar atado à Roda da Vida, encarnando no Planeta Terra – correndo o risco de praticar Karmas negativos e colher Samskaras negativos (embora sua mente infinita e iluminada – e sua vida infinita e iluminada - o orientem quanto a isto) – para ajudar a levar a luz da consciência a todos os seres que aqui vivem... até o último deles conseguir sua Iluminação (e Liberação)?
.......

Como vemos, Karma e Samskara, Ação e Reação em potencial, e Dharma e Livre-Arbítrio caminham juntos, todo o tempo, tecendo uns aos outros: o Dharma nos fazendo vivenciar nossos atos a partir do nosso Livre-Arbítrio, sempre estruturados no ser essencial que existe dentro de nós e que vai sendo elaborado - em ações e reações em potencial, Karmas e Samskaras - construindo a ampliação de nossa mente em consciência coletiva, inicialmente, e posteriormente, em consciência unitária – à semelhança da Consciência Cósmica, a Suprema Consciência.

Ação dentro da Não-Ação

A Não-Ação não significa nada fazer, ao contrário, significa a Ação correta no momento em que ela é necessária de se fazer acontecer. Para tanto, o livre-arbítrio e a plenitude da consciência nos ajudam imensamente em praticarmos a verdadeira Não-Ação.

O Caminho é uma constante não-ação
Que nada deixa por realizar (9)

Desejo dentro do Não-Desejo

O Desejo único que resta ao homem que está em seu Caminho de Iluminação e de Liberação para tornar-se o Homem Sagrado é o de seu Retorno à Fonte Primordial, ao Tao, à Consciência Suprema. Assim, o Desejo torna-se Não-Desejo, na medida que não mais se almeja o retorno à encarnação e à Roda da Vida, a Samsara – apenas como Semente Queimada ou Bodhisatwa.

A simplicidade do sem-nome também se inicia no não-desejo
O não-desejo traz quietude
O céu e a terra, por si, estarão em retidão (9)

Humildade e Desapego

Para alcançarmos o Tao, O Caminho, resta-nos o exercício do Te, A Virtude.

A maior das Virtudes certamente é a Humildade.

A maior das qualidades é certamente o Desapego. Desapego no sentido da compreensão plena entre a transitoriedade, a duração, a finitude, a eterna mutação da Criação.... e a constância, a infinitude, a não-mutação do Criador.

Dessa forma, aquele que alcançou a iluminação e infinitude de sua mente e de sua vida pratica a humildade e o desapego, naturalmente, sempre fluindo na correnteza do Tao da Criação.

...., o Homem Sagrado age sem querer para si
conclui a obra mas não se apega
e não deseja mostrar sua eminência (13)

............................. (a continuidade do Capítulo aparece no original)


O Caminhante Caminhando o Caminho
© 2008 Janine Milward
Livro Terceiro
O Caminhante

O Caminhante.... Prólogo


O Caminhante Caminhando o Caminho
© 2008 Janine Milward


Prólogo


Tao é o Caminho. Te é a Virtude da realização do Caminho.
Tantra é a liberação das ataduras da ignorância de forma que possamos bem praticar a Virtude, Te, e nos conscientizarmos de nosso Caminho, Tao.
Tantra também significa a força e a coragem necessárias para que possamos superar os obstáculos da vida, sempre orientados pelo Sublime Caminho e pela Sublime Virtude

Lao Tsé, o Mestre do Tao, nos revelou toda sua sabedoria em seus 81 poemas contidos em seu Livro do Caminho e da Virtude, o Tao Te Ching. Sendo Tao o Caminho, o Te é compreendido como a Virtude - toda nossa ação e prática de vida no sentido de bem nos orientarmos em nosso Trabalho e em nossa Iluminação.

Srii Srii Anandamurti, o Mestre do Tantra, nos revelou toda sua sabedoria através de seus ensinamentos sobre o Caminho da Bem-Aventurança, sobre como devemos nos liberar da ignorância que nos ata em toda nossa ação e prática de vida no sentido de bem nos orientarmos em nosso Trabalho e em nossa Iluminação.

Possivelmente, o Tantra surgido na antiga Índia seja ainda mais antigo do que o Tao surgido na antiga China. Pessoalmente, eu sinto e apreendo os ensinamentos do Tao bastante voltados para nossa base estrutural do pensamento e da iluminação da mente (e da ação no trabalho, certamente, por que não?). E sinto os ensinamentos do Tantra mais voltados para nossa base estrutural da ação no trabalho (e da iluminação da mente, certamente, por que não?).

A proposta deste livro – O Caminhante Caminhando o Caminho - é de nos conscientizarmos mais e mais e a cada momento de nossa vida, em relação a tudo aquilo que é apenas efêmero, transitório, passageiro, em constante mutação, e a tudo aquilo que é eterno, imutável; e de nos fazer olhar para o princípio, para o durante, e para o fim de tudo na natureza do céu e da terra, com o mesmo olhar... porque tudo, em verdade, faz parte de um ciclo... até a própria criação da Criação... , e orientar nossas ações e nossos passos voltados para a iluminação e infinitude de nossa consciência bem como a iluminação e infinitude de nossa vida.

Esses são o Caminho da Iluminação e o Caminho da Liberação ou Imortalidade.

Caminho e Semente

Caminho é a palavra através da qual minimamente e maximamente podemos expressar o Tao – como assim nos ensina Lao Tsé:

Eu não conheço o seu nome
Chamo-o de Caminho (1)

Um caminho pode ser curto; outro pode ser longo. Não importa. Importa é sabermos que sempre ao terminarmos um caminho, seja ele breve ou seja ele uma longa jornada..., outro caminho se abre à nossa frente! Para frente e para trás, segue o Caminho

Os caminhos não terminam nunca, essa é que é a verdade. Quando um caminho parece terminar, é seguido por outro e mais outro, infinitamente. E existem caminhos e caminhos, para todos os gostos, para todos os caminhantes, para todo o caminhar.

O caminho, porém, só tem sentido se for caminhado; se nele existir um caminhante vindo de algum lugar, indo para algum lugar.

O sentido do caminho se deve, então, ao tempo e ao espaço que permitem sua existência e fundamentalmente, esse sentido se deve ao caminhante do tempo e do espaço que nesse caminho caminha...

Caminhantes somos todos, toda a natureza: a Criação. Tudo na Criação, tudo, tudo, caminha seu caminho - caminhante que é a Criação.

Uma longa jornada se inicia debaixo dos pés (2)

Assim, você e eu caminhamos, a Terra caminha, nosso Sol e todas as outras estrelas caminham... Nossa Galáxia caminha juntamente com suas irmãs, primas, parentes distantes, mais velhas ou mais jovens... Nosso Universo caminha criando o tempo e o espaço ao longo do seu caminhar, dando berço certamente a outros universos e os encaminhando em seus caminhos, gestando-os e os deixando soltos em seus próprios caminhos e em seus próprios modos de caminhar...

De repente..., parece que o caminho termina: do universo que começou com uma explosão de luz e caminhou em tempo e espaço ao longo de mesmo tempo e espaço criados, criando mais tempo e espaço, sempre com luz e não-luz, luz e não-luz, luz e não-luz, nascendo, crescendo, vivenciando a re-criação de luz e não-luz, morrendo enrodilhado em si mesmo ou em explosão dantesca, continuando seu caminhar através do tempo e do espaço, criando mais luz e mais não-luz.... até que finalmente, termina, sem mais luz nem mais não-luz, apenas um grande vazio...

Termina?

Por que haveria de terminar ou porque haveria de nascer? .... Se este universo, nosso universo, mudou somente sua forma de ser?

O caminho é, então, compreendido como uma eterna mutação – porém sempre existindo, seja em seu vazio, seja em sua luz e em sua não-luz.

Quando o caminho se encontra em seu momento de luz e de não-luz, podemos compreender que o Tao, o Caminho, desdobrou-se em Criação.

Quando o caminho se encontra em seu momento de vazio, podemos compreender que o Tao, o Caminho, apenas reflete minimamente e maximamente sobre si mesmo..., em sua própria natureza.

Porque pode o homem não somente trilhar esse caminho – assim como o faz toda a Criação – porém pode, também e fundamentalmente, pensar sobre o caminho, manifestar seu desejo de trilhar o caminho, colocar sua vontade de caminhar em ação sendo realizada, e finalmente, sentir o sentimento de cumprimento de seu destino de ter caminhado seu caminho..., o homem – aquele que usa e trabalha a expansão de sua mente - torna-se o próprio Caminho.

Por isso, Lao Tsé, o Mestre do Tao, o Caminho, nos orienta:

O homem se orienta pela terra
A terra se orienta pelo céu
O céu se orienta pelo Tao (o Caminho)
O Tao (o Caminho) se orienta por sua própria natureza (1)

Srii Srii Anandamurti, o Mestre do Tantra, nos consola:

A força que guia as estrelas, guia você também

Toda a Criação realiza seu caminho conjuntamente. E por que é assim? Por que toda a Criação é sempre Criação, mudando apenas sua forma de ser, ao longo do tempo e do espaço que a própria Criação vai criando.

É como se fosse – e é – uma semente, que em um tempo e espaço contém somente a si mesma, apenas plenamente interiorizada, sem manifestar qualquer exteriorização. E em outro tempo e espaço, explode em vida, exteriorizando-se plenamente – embora sempre contida dentro da semente original...

Penso que Caminho e Semente bem expressam os conceitos primordiais do Tao e do Tantra.

Sendo assim, você e eu, Caminhantes caminhando o Caminho, pertencemos à aquela semente do vazio do vir-a-ser da luz e da não-luz. Pertencemos à grande explosão da luz e da não-luz que fazem criar o tempo e o espaço: somos a luz e a não-luz e ao longo do tempo e do espaço, somos a metamorfose, a mutação constante, dessa luz e dessa não-luz, desse tempo e desse espaço, contados e recontados em vida e morte, vida e morte, vida e morte.... restando apenas a eternidade da vida – ou da morte, como quisermos, porque tudo é, na verdade, a mesma coisa: simples estados, simples formas de ser momentâneas e espaciais. Apenas isso.

Convido você, Caminhante, a trilhar os caminhos das páginas seguintes, e quem sabe eu seja bem-sucedida em mostrar a você como a Terra o orientará em seu Caminho; como o céu orientará a Terra onde estamos agora encarnados; como o Céu será orientado – juntamente com a Terra e conosco: a Criação -, pelo Tao; e, finalmente, como o Tao se orienta por sua própria natureza.

A autora,
Janine Milward

Sítio das Estrelas
Estrada do Belém, Mar de Hespanha,
Minas Geraes, Brasil
07 de março de 2005








O Caminhante... - Apresentação e Índice

O Caminhante Caminhando seu Caminho
Uma fusão entre
os conceitos do Tao primordial
inspirados em Lao Tsé, o Mestre do Tao,
em seus poemas do Tao Te Ching, o Livro do Caminho e da Virtude
e
os conceitos do Tantra primordial
inspirados em Srii Srii Anandamurti, o Mestre do Tantra,
em seus ensinamentos sobre o Caminho da Bem-Aventurança


Tao é o Caminho. Te é a Virtude da realização do Caminho.

Tantra é a liberação das ataduras da ignorância de forma que possamos bem praticar a Virtude, Te, e nos conscientizarmos de nosso Caminho, Tao.

Tantra também significa a força e a coragem necessárias para que possamos superar os obstáculos da vida, sempre orientados pelo Sublime Caminho e pela Sublime Virtude.

Janine Milward

Editora Estrela do Belém
© 2008

Índice


Prólogo



Livro Primeiro - O Caminho
O Tao e o Te, o Caminho e a Virtude

O Vazio e o Mundo da Não-Manifestação - O Mundo da Manifestação e a Criação – Interioridade e Exterioridade – Não-Mutação e Mutação – Constância, Duração e Eterna Mutação – O Eterno Retorno – a Luz e a Não-Luz – O Tao e a Criação do Céu e da Terra – o Sublime Yang e o Sublime Yin – A Criação advinda do Vazio – A Sagrada Tríplice Transparência: o Princípio Primordial, o Tesouro do Espírito e o Mestre – Constância e Duração: Linha Contínua e Linha Vazada



Livro Segundo - ...Caminhando...
O Tantra e a Semente do Desejo da Criação
Suprema Consciência, mente Cósmica, mente, consciência, Consciência – Os Caminhos da Iluminação e da Liberação – Mente e Luz – A Libertação das Amarras da Ignorância



Livro Terceiro - O Caminhante

A Realização da Espiritualidade

A fusão entre o Tao e o Tantra Primordiais: O Caminho da Bem-Aventurança -

Tudo é Mente – Karma e Samskara – Sementes que Nascem de Novo e Sementes Queimadas – Consciência e Discernimento – Ação, Conhecimento e Devoção – Concluindo o ciclo de Karmas e Samskaras – Dharma – Livre-Arbítrio – homem, Homem Sagrado e Bodhisattva – Ação dentro da Não-Ação – Desejo dentro do Não-Desejo – Humildade e Desapego – Terra: Estação de Trabalho e de Iluminação – A Estrela de Seis Pontas – o homem e o Homem Sagrado e a Estrela de Seis Pontas - O Ciclo da Criação e a Triangulação de Forças



Livro Quarto - ... Caminhando...

O Trabalho Espiritual e a Meditação

Criação do Universo: a Meditação do Criador – O Mestre e seus Discípulos – Quando o Discípulo está pronto, o Mestre aparece – Mantra Pessoal e Mantra Universal – O Despertar da Kundalini – As Lições de Meditação e as Seis Iniciações Espirituais – Os Passos no Caminho da Meditação: A Busca da Interiorização e Fusão Plenas com a Suprema Consciência – Consciência Iluminada e Infinita – Vida Iluminada e Infinita – Discípulo e Mestre – As Horas mais Recomendadas para a Meditação – A Boa Postura para a Meditação – O Mantra Pessoal – A Visão Interior – Inspiração e Expiração – A Energia Espiritual – O Espírito e o Sopro Primordial – A Fixação – As Rodas do Moinho – O Êxtase Espiritual, Samadhi – O Elixir da Vida – Meditação: do Vazio à Luz e ao Retorno ao Vazio.



Livro Quinto - O Caminho

O Caminho da Iluminação e o Caminho da Liberação ou Imortalidade
A Expansão da Consciência – Mortalidade e Imortalidade: Iluminação e Liberação – Reencarnação de Universos... – Somos Poeira de Estrelas – Sendo Poeira de Estrelas, podemos voltar a ser uma Estrela? – Os Caminhos – O Caminho da Iluminação: Mente Iluminada e Infinita – A Alquimia do Caldeirão: Transmutação do corpo físico em Corpo de Luz – O Caminho da Iluminação e o Caminho da Liberação ou Imortalidade



Livro Sexto - O Retorno é o Movimento do Caminho
Imortalidade... ou Impermanência

O Revirão entre a Não-Existência e a Existência – Tempo e Espaço – Espírito e Alma – Urdimento e Trama do Tear da Criação – A Semente Queimada e o Voto do Bodhisattva – Eu Sou a Consciência Cósmica, a Consciência Cósmica sou Eu



Epílogo
O Caminhante Caminhando o Caminho
Síntese dos Seis Livros

Créditos e Bibliografia

Glossário